A BIENAL DO LIVRO - SÃO PAULO 2022
Para quem não conhece, a bienal do livro é o maior evento do setor literário na américa latina e ocorre anualmente, revezando entre duas cidades, sendo elas São Paulo e Rio de Janeiro.
O evento não acontecia integralmente e sem restrições desde 2019 quando ocorreu no Rio de Janeiro e naquela edição mais de 600 mil pessoas compareceram ao evento e mais de 4 milhões de livros foram vendidos, mas você também pode recordar dessa edição da bienal do livro como aquela em que certo prefeito da cidade maravilhosa, tentou - sem sucesso, censurar livros sobre o tema LGBT+, chegando até à recolhe-los dos estandes.
Desde então o evento vinha sendo adiado em São Paulo, devido à pandemia de Covid-19, e podemos dizer que sem dúvidas voltou com tudo esse ano!
Em nove dias de bienal do livro foram mais de três milhões de livros vendidos, e com mais de 660 mil visitantes percorrendo os corredores da bienal - após os ingressos esgotarem- com filas enormes e corredores impossíveis de circular.
Se a bienal de 2019 foi marcada pela tentativa de censura, a de 2022 foi marcada pela representatividade nas capas dos livros, não era difícil encontrar livros com casais LGBTQ+ expostos nas editoras, com todo orgulho e amor possível! (certos ex-prefeitos choram risos).
Caso você se pareça um pouquinho comigo e preferiu visitar a bienal durante a semana na esperança de encontrar o local vazio para circular sem grandes problemas, certamente se decepcionou ao descobrir que as escolas lotaram o evento durante a semana (triste por um lado, feliz pelas escolas e as crianças/ adolescentes terem essa oportunidade).
Estava lotado? Sim, mas pelo menos os preços estavam bons né? Então .... acho que precisamos conversar sobre isso, algumas editoras como a Intrínseca e a Plataforma 21 estavam vendendo alguns livros bons por 10,00 (tudo o que queremos né?), entretanto fora essas duas editoras não vi muitas promoções de fato boas na bienal ( afinal, quem nunca comparou o preço na amazon, né?), exceto nas distribuidoras que vendem tudo por 10,00 e não tinham opções tão bacanas assim maaaas mesmo com todos esses empecilhos consegui comprar um ou dois livros para chamar de meus!
Obviamente nem tudo são flores e houve muita reclamação acerca da organização do evento (filas gigantescas para entrar, espaços apertados, informações que não condiziam entre os funcionários ...), mas de certa forma algumas coisas são reflexo da quantidade exorbitante de pessoas que compareceram ao evento! E quem imaginaria que toda essa gente compareceria, né?
E digo mais, é impressionante a quantidade de jovens nos corredores, enlouquecendo ao menor sinal dos best-seller famosos no tiktok (alô Colleen Hoover) ou de livros que foram adaptados na netflix (alôo Heartstopper!!) - e que bom!
Não me crucifiquem por escrever isso, mas acho que a pandemia de covid-19 acabou tendo um lado ""bom"" (entre aspas e com muitas ressalvas), os jovens voltaram a ler - e muito, seja por influência do tik tok, de ig's literários, de amigos ou dos pais. O fato é que, eu não via tanto adolescente interessado em livros desde que eu tinha 13/14 anos e os eventos literários aconteciam à todo vapor no Ibirapuera e que durante os nove dias de evento lotaram a bienal.
Para finalizar são oito e cinquenta da noite do domingo 10/07, o último domingo da bienal, eu estou sentada em um cantinho da bienal esperando para poder ir embora, escrevendo e observando alguns estandes sendo desmontados (cedo para o que estava previsto pelo próprio evento que encerraria as atividades às dez horas da noite).
É, eu estou cansada porém realizada e de coração quentinho.
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